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Perfil das Empresas Participantes

A edição de 2016 da pesquisa desenvolvida pela Pris ouviu 25 empresas, sendo que 23 delas são empresas de Capital Aberto (21 no Brasil e 2 no exterior) e 2 delas são empresas de capital fechado.

Dois pontos merecem destaque:

  1. Somente uma das 23 empresas de capital aberto que participaram da pesquisa não possui planos de ILP;
  2. As duas empresas que não possuem planos de ILP têm intenção de implantar nos próximos 2 anos.

Ao contrário dos participantes da Pesquisa 2014, que em sua maioria tinham planos com pelo menos 4 anos de existência, praticamente metade das outorgas das empresas da Pesquisa 2015 foi feita a partir de 2011. Isso gerou uma variação da natureza dos planos, como será apresentado nas próximas seções.

Esse resultado, além de demonstrar que houve uma pequena mudança na lista de participantes da pesquisa, também pode representar dois fatos.

O primeiro deles está relacionado à redução do número de eventos de abertura de capital no Brasil (IPOs). A partir de 2013 tivemos uma queda drástica do número de IPOs realizados no Brasil (segundo o site Infomoney , houve apenas um IPO em 2014, um em 2015 e nenhum em 2016). Sabemos que um dos momentos nos quais grandes companhias mais frequentemente desenham planos de ILP é quando elas possuem planos concretos de realizar IPO. Assim, esta é uma das prováveis causas da redução do número de empresas que iniciam os planos de ILP nos últimos anos.

A segunda causa provável está relacionada ao desempenho das ações de Companhias que já possuem capital aberto. Como boa parte das empresas têm tido um fraco desempenho na bolsa em função do nosso momento econômico, criar planos de incentivos (ou de remuneração) de alguma forma baseados em ações acaba parecendo pouco atrativo. Isso tem, inclusive, aumentando o interesse de empresas por modelos de bônus diferido (ou staying bonus), conforme vamos comentar no próximo tópico.

De forma geral, temos notado que as empresas que têm colocado o tema ILP em seu planejamento são aquelas que apresentam boas perspectivas de crescimento e, para captar e trazer pessoas que possam auxiliar nesse crescimento, complementam o pacote de remuneração com planos de Longo Prazo.

Este artigo é uma continuação do artigo: Pesquisa 2016 – Gestão de Incentivos de Longo Prazo no Brasil.

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Sobre o Autor

Daniel Eloi é Sócio Diretor da Pris. Trabalha com Incentivos de Longo Prazo desde 2010, tendo colaborado na concepção, revisão, contabilização e gestão de Planos de ILP de mais de 20 empresas de capital aberto ou fechado. Participou da modelagem de negócio do Options Report, 1º software de gestão de ILP da América Latina. Já ministrou cursos in company sobre a contabilização de ILP e palestras em eventos e grupos de estudo voltados à remuneração. É graduado e mestre em Engenharia de Produção pela UFMG e fez cursos de especialização no Babson College (EUA) e na Stanford University (EUA).



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