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Vai realizar sua IPO? Foco em sua estratégia de Propriedade Intelectual!

Pris - boom de IPO pelo mundo e no Brasil - blog

No Brasil e no mundo temos visto o crescimento de empresas realizando as já famosas IPO, ou Ofertas Iniciais de Ações (na sigla em inglês). São dezenas, ou mesmo centenas de empresas lançando suas ações no mercado, e captando bilhões de dólares. Porém, há uma questão sobre a qual muitas destas empresas não estão prestando a devida atenção: sua estratégia de Propriedade Intelectual.

O “boom” de IPO pelo mundo e no Brasil

A decisão de realizar sua oferta de ações, abrir o capital de sua empresa na bolsa de ações e captar milhões ou bilhões de reais (ou mesmo de dólares) junto ao mercado é algo que muda a realidade de uma companhia. Por isso, é tão complexa de ser realizada, e sempre demanda muito debate e análise estratégica da mais alta direção de cada empresa.

Só no Brasil, por exemplo, foram centenas de IPO nos últimos anos. Na B3, principal bolsa nacional e uma das maiores do mundo, foram 27 Ofertas de Ações em 2020, gerando mais de R$44 bilhões em captações, e em 2021 já são mais de 30 Ofertas e quase R$40 bilhões captados.

Porém, após o lançamento de ações no mercado, a realidade não é automaticamente positiva para as, agora, empresas de capital aberto. Seu sucesso no mercado e seu valor, diretamente relacionados com a evolução de suas ações na bolsa, estão vinculados a diversos fatores, e um dos mais interessantes (e negligenciados) é a importância da Propriedade Intelectual e de seus ativos intangíveis.

A importância dos ativos de Propriedade Intelectual para o valor da companhia

Muitas empresas que se destacam no mercado global são fundamentalmente bem sucedidas em virtude de suas tecnologias e ativos tratados como intangíveis, ao invés de seus ativos tangíveis, ou físicos. Já explicamos em diversos textos sobre esta diferenciação, mas vale revisarmos os impactos dessa diferença.

De forma geral, ativos intangíveis de Propriedade Intelectual, como patentes, segredos industriais, know how, entre outros, geram significativo valor para as companhias, impactando positivamente seus resultados. Eles:

  • diferenciam uma empresa das demais no mercado, ampliando sua participação mercadológica,
  • aumentam a eficiência operacional da empresa, reduzindo custos e tornando a companhia mais competitiva
  • ampliam receitas adicionais, especialmente através da venda e licenciamento de seus ativos, gerando royalties
  • entre tantas outras consequências positivas

Segundo pesquisas, atualmente mais de 70% da economia global é representada por valores vinculados aos ativos intangíveis, e não aos elementos físicos, como bens, maquinário, móveis, etc. Outros dados interessantes, trazidos por gente como Kaplan e Norton, e por Kotler, indicam que mais de 75% do valor das empresas estão relacionados aos ativos intangíveis, enquanto que os tangíveis representam menos de 2,5%.

Diante dessa realidade, não há dúvidas que o portfólio de ativos de Propriedade Intelectual de uma empresa é elemento fundamental de seu sucesso ou fracasso no mercado, de forma geral, e no mercado de ações, de forma específica. 

A íntima relação entre o sucesso da IPO e a estratégia de PI da empresa

A abertura de capitais será bem sucedida se a empresa cumprir uma série de requisitos, seja de caráter regulatório, de perspectiva de transparência, no quesito de organização e gestão, etc. 

Porém, recorrentemente falta uma avaliação dos riscos e vantagens da empresa em termos estratégicos e operacionais relacionados com Propriedade Intelectual. Imagine cenários como os abaixo:

  1. uma empresa altamente dependente de seus ativos intangíveis, por exemplo, um software desenvolvido, após o lançamento da IPO perde direitos sobre determinados elementos do seu software por não ter adotado a melhor estratégia de proteção nos países-chave
  2. uma companhia farmacêutica com um produto que parece revolucionário lança suas ações no mercado, mas, na sequência, perde o direito sobre o invento ou sobre a propriedade do invento por ter sido relapsa na gestão de seu ativo
  3. ou ainda uma empresa com uma ideia inovadora, que pode mudar até mesmo a forma pela qual um setor produtivo atua, mas não possui registro de sua marca em todos os mercados nos quais vai operar, e perde o direito de uso de seu nome em um país fundamental em sua estratégia de negócios

Podem parecer situações distantes, mas são mais frequentes do que imaginamos. E as empresas que realizaram IPO de sucesso sempre se preocuparam com sua maturidade e sua estratégia de PI antes de se lançarem no mercado de ações. Exemplos não faltam, desde o Facebook comprando patentes que eram da Microsoft antes de lançar sua IPO, passando pelo Dropbox, que adquiriu diversas soluções complementares para garantir a entrega de seus serviços quando deu sua oferta de ações, até chegar no Uber, empresa que até reconhecia sua dificuldade em gerar lucro e a falta de ativos (já que os principais bens necessários para a entrega do serviço eram os carros dos motoristas, ou seja, não eram da empresa).

A solução? Valoração e gestão de qualidade de seu portfólio

Se sua empresa está pensando em se capitalizar através da abertura de capital, além de todos os passos já conhecidos no mercado, você deve realizar uma avaliação estratégica de seus ativos intangíveis, valorar cada qual para entender o que deve e o que não precisa ser mantido, e manter seu portfólio bem gerido através de ferramentas especializadas

Afinal, quanto mais madura sua empresa estiver no uso e exploração de seus ativos, mais eles representarão um investimento, ao invés de um custo. E mais eles serão elementos positivos para o crescimento de sua empresa e o sucesso no mercado de ações, amplificando a captação de recursos.
Por acaso, escrevemos um ótimo conteúdo que apresenta um passo-a-passo que pode ser seguido para garantir os melhores resultados, basta clicar aqui.

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Sobre o Autor

Leandro Rangel é analista de marketing da Pris. Mestre em Direito Internacional e graduado em Relações Internacionais pela PUCMinas, possui expertise nas áreas de docência e design instrucional, além de comunicação e inbound marketing. Atua na produção de conteúdo voltado ao marketing em temas como propriedade intelectual, remuneração e incentivos de curto e longo prazo.



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