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A Periodicidade da Revisão de Portfólio

Uma questão recorrente é sobre a periodicidade de realização da Revisão do Portfólio. Como a maioria das questões relacionadas a decisões estratégicas, não existe uma resposta correta.

Está claro que ela deve ser feita de forma recorrente, já que o ciclo de vida das tecnologias e mesmo o ciclo de vida dos produtos, pode fazer com que patentes fiquem obsoletas ou deixem de gerar valor para as empresas ao longo do seu período de proteção.

Como escolher a periodicidade da revisão de portfólio:

No entanto, definir se a revisão deve ser feita anualmente, a cada 2 anos, 3 anos, ou mais, depende de alguns fatores. Pela nossa experiência, fatores determinantes para essa decisão incluem:

1. Ciclo de vida das tecnologias:
Certamente um portfólio formado de tecnologias de processos siderúrgicos poderá ser revisado com menor frequência do que um portfólio de tecnologias de eletroeletrônicos, já que as mudanças de padrões tecnológicos são bem mais lentas no primeiro se comparado ao segundo exemplo.

2. Tipo de tecnologia protegida:
Um portfólio composto basicamente por inovações de processo pode ter períodos de revisão diferentes de portfólios em que a tecnologia está relacionada diretamente a produtos. Em alguns casos, por exemplo na indústria farmacêutica, além da relação produto-patente ser direta, a patente é crucial para se obter um produto de alta rentabilidade. Nesses casos, obviamente, a necessidade de revisão dessas patentes é pequena (na verdade, as empresas gostariam de postergar o período de proteção, e não abandonar patentes).

3. Ciclo de vida dos produtos nessa indústria:
Mesmo que um produto possua uma tecnologia inovadora em sua essência, é possível que seu ciclo de vida seja curto. Ou seja, ele pode ser descontinuado e a tecnologia deixa de ser aproveitada pela empresa, mesmo com o um longo prazo de proteção vigente (ótima oportunidade de licenciamento, certo?). Nesse caso, as revisões podem ser feitas de forma mais recorrente.

4. Estratégia da Companhia:
Alguma mudança significativa na estratégia da empresa pode levar a uma revisão imediata de uma parcela do portfólio. Por exemplo, quando uma empresa deixa de atuar em determinada linha de negócio pode existir uma grande oportunidade de transferência, licenciamento e abandono de patentes relacionados a esse negócio.

5. Existência de situações de fusão ou aquisição:
No caso de fusões e aquisições é comum que a empresa receba um portfólio de patentes como parte do negócio (sabemos que há casos nos quais o portfólio é o foco da aquisição!). Uma revisão (ou uma análise) desse portfólio é fundamental para que não sejam mantidas tecnologias sem aplicação na empresa e que sejam bem exploradas as patentes com grande potencial.

Não é raro que um portfólio de uma organização combine tecnologias com diferentes características. Nesse contexto, uma recomendação interessante é agrupar o portfólio em subgrupos de patentes que seguirão periodicidades distintas de revisão.
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Sobre o Autor

Daniel Eloi é sócio fundador da PRIS. Desde 2007 desenvolve pesquisas e lidera projetos e ministra cursos relacionados à valoração de tecnologias, apoio à gestão estratégia de Propriedade Intelectual, análise de investimento em projetos de grande porte e desenvolvimento de software. Graduado e mestre em Engenharia de Produção pela UFMG, aprimorou suas habilidades empreendedoras no Babson College e na Stanford University, nos EUA.



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