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Pesquisa 2016 – Gestão de Incentivos de Longo Prazo no Brasil

Temos acompanhado a evolução do tema ILP (Incentivos de Longo Prazo) no Brasil desde 2011 e, pelo terceiro ano consecutivo, publicamos uma pesquisa sobre as principais práticas gerenciais e contábeis encontradas nacionalmente.

É curioso notar que, mesmo com os desafios econômicos do Brasil e também com a incerteza do ponto de vista tributário e previdenciário (veja nosso post sobre o Projeto de Lei que visa regulamentar esse ponto), o tema tem se mantido muito importante para a alta gestão das empresas.

Em uma escala de 1 a 5, qual a importância do tema ILP para a alta gestão da  empresa?

Nesse contexto de incerteza legal, notamos um crescimento no número de empresas que passaram a utilizar o conceito de matching[1] (contrapartida) para outorgar novos planos. Além disso, algumas empresas passaram a oferecer planos de Ações Restritas (Restricted Shares) no lugar das tradicionais opções de compra de ações (Employee Stock Options). Isso porque, como o beneficiário já investia algum valor para ingressar no Plano, algumas empresas acharam desnecessário cobrar o preço de exercício no momento do resgate.

Outro movimento interessante que temos visto é o de empresas de capital fechado, especialmente empresas de rápido crescimento que recebem aportes de investimento de fundos de venture capital, que passaram a outorgar Planos de ILP. Isso muitas vezes é uma exigência dos investidores, que querem garantir a permanência e o compromisso dos executivos/empreendedores com o resultado futuro da Companhia investida.

Na nossa troca de experiência com clientes do Options Report, parcerias em serviços de consultoria e treinamentos, temos visto constante desafios em relação a tópicos como:

  • Como tratar os Planos de ILP em cenários em que há de queda do valor das ações (o que tem acontecido para várias empresas);
  • Como reduzir o impacto contábil / financeiro do ILP nos resultados e balanço da companhia (dentro do contexto da IFRS 2 & CPC10);
  • Como acompanhar a diluição potencial dos acionistas;
  • Quais os riscos trabalhistas e qual o impacto tributário para os beneficiários e companhias;
  • Qual o múltiplo de Matching mais apropriado para ser utilizado;

 

Assim como as pesquisas de 2014 e 2015, essa pesquisa tem o objetivo de:

  • Apontar maiores desafios das empresas na gestão de ILP;
  • Compartilhar melhores práticas de gestão de ILP;
  • Oferecer um panorama geral sobre desenhos de planos utilizados por empresas.

Destacamos que a pesquisa considera as informações obtidas com as 25 empresas participantes (20 dessas listadas na BM&F Bovespa) de, além de informações públicas disponíveis em documentos disponibilizados por empresas que aplicam ILP (por exemplo, Demonstrativos de Resultados e Formulários de Referência).

Caso sua empresa não tenha participado da edição de 2016, clique aqui para o pré-cadastro da edição de 2017. Lembramos que mantemos os dados individuais dos participantes em sigilo e que a participação é gratuita.

[1] Quando a empresa utiliza o conceito de matching, a outorga da ações ou opções do ILP é feita mediante algum investimento (geralmente, uma parcela do Bônus) dos elegíveis. Assim, a empresa oferece uma determinada quantidade de ativos de ILP proporcional ao investimento realizado. A inclusão do conceito de matching, garante 3 aspectos importantes ao ILP para que ele não seja caracterizado como remuneração: (i) opcionalidade; (ii) onerosidade; e (iii) risco.

Leia o conteúdo de nossa pesquisa:
Modelos de ILP Utilizados
O que é Matching (Contrapartida) em ILP?
Tendências de ILP no Brasil

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Sobre o Autor

Daniel Eloi é Sócio Diretor da Pris. Trabalha com Incentivos de Longo Prazo desde 2010, tendo colaborado na concepção, revisão, contabilização e gestão de Planos de ILP de mais de 20 empresas de capital aberto ou fechado. Participou da modelagem de negócio do Options Report, 1º software de gestão de ILP da América Latina. Já ministrou cursos in company sobre a contabilização de ILP e palestras em eventos e grupos de estudo voltados à remuneração. É graduado e mestre em Engenharia de Produção pela UFMG e fez cursos de especialização no Babson College (EUA) e na Stanford University (EUA).



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