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Atratividade dos Planos

De acordo com a literatura e considerando nossa experiência prática, vemos que existem 6 variáveis fundamentais na atratividade dos planos de Incentivo a Longo Prazo. Duas dela são universais para qualquer tipo de ILP:

  1. Valor outorgado ao beneficiário na forma de ações/opções (que pode ser medida pelo # de salários que o beneficiário recebe na forma de ILP) ou do ponto de vista financeiro (em modelos de bônus diferido) – quanto maior, melhor;
  2. O prazo de carência para exercício dos lotes do Plano – quanto menor, melhor;

Além disso há outras quatro variáveis muito importantes, mas nem sempre aplicáveis:

  1. O desconto concedido ao beneficiário para a compra da Ação em relação ao seu valor de mercado (aplicável a planos baseados na lógica de opção – Stock Options ou Phantom Options) – quanto maior o desconto, melhor.
  2. Volume necessário de investimento para a entrada no Plano e respectivo múltiplo de contrapartida da empresa (em caso de Matching);
  3. Dificuldade ou facilidade do atingimento das metas (casos de Planos com condições de carência – vesting­ – relacionadas à performance).
  4. Período de lock up de ações – ou seja, depois do momento que o beneficiário já cumpriu a condição de carência e recebeu as ações, por quanto tempo ele deve manter essas ações antes de poder vendê-las no mercado. Para o beneficiário, o ideal é que não exista lockup e, caso exista, que ele seja o menor possível.

Desses seis aspectos, tratamos aqui os prazos de carência e lockup que são mais utilizados pelas empresas.

Em relação ao prazo de carência (vesting) do 1º lote (lote com menor carência), também chamado de cliff,  o mais praticado são 3 anos (quase 60% dos casos). Também é relativamente comum (em torno de 25% dos casos) que a empresa ofereça o 1º lote já ao fim do primeiro ano de carência.  Há alguns poucos casos em que o cliff é de 4 ou 5 anos.

Já em relação ao último lote (lote de maior carência) dos planos de vesting, o mais comum são 5 anos de carência, seguido por 3 anos. Há ainda alguns casos em 1, 4 e 7 anos de carência (este último, o mais longo da pesquisa).

Fazendo novamente uma conexão com os aspectos de contabilização (normas CPC10 e IFRS2), conforme comentamos aqui, é importante que as despesas sejam contabilizadas ao longo do período de vesting de cada lote. Ou seja, mesmo que sejam outorgados vários lotes com diferentes períodos de carência (o que, aliás, é bastante comum), cada lote vai seguir um período específico de apropriação das despesas.

Já em relação ao prazo de lockup, 60% das empresas informaram exigir o cumprimento de um período antes da possibilidade de venda dos ativos no mercado. Entre essas empresas, o período tem variado da seguinte forma (em meses):

Este artigo é uma continuação do artigo: Pesquisa 2016 – Gestão de Incentivos de Longo Prazo no Brasil.

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Sobre o Autor

Daniel Eloi é Sócio Diretor da Pris. Trabalha com Incentivos de Longo Prazo desde 2010, tendo colaborado na concepção, revisão, contabilização e gestão de Planos de ILP de mais de 20 empresas de capital aberto ou fechado. Participou da modelagem de negócio do Options Report, 1º software de gestão de ILP da América Latina. Já ministrou cursos in company sobre a contabilização de ILP e palestras em eventos e grupos de estudo voltados à remuneração. É graduado e mestre em Engenharia de Produção pela UFMG e fez cursos de especialização no Babson College (EUA) e na Stanford University (EUA).



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